Retina & diabetes

A retinopatia diabética, estádio a estádio

Uma diabetes mal controlada, ao longo do tempo, fragiliza os pequenos vasos da retina. Durante muito tempo silenciosa, a lesão evolui por estádios. Desloque o cursor para ver o fundo do olho modificar-se — e porque é que o rastreio regular é essencial.

O fundo do olho (vista de frente)

Fundo do olho consoante o estádio de retinopatia diabética Vista do fundo do olho a mostrar as lesões que surgem em cada estádio: microaneurismas, hemorragias, exsudatos e depois neovasos.

O que aparece

Microaneurismas — dilatações minúsculas dos capilares, primeiros sinais.
Hemorragias — pequenas perdas de sangue na retina.
Exsudatos — depósitos claros (fugas de gorduras/proteínas).
Neovasos — vasos frágeis e anormais: estádio proliferativo, de risco.
Edema macular — em qualquer estádio, pode acumular-se líquido no centro da retina (a mácula) e tornar a visão fina menos nítida. É a principal causa de diminuição da visão na diabetes; trata-se sobretudo com injeções intravítreas (anti-VEGF), por vezes com laser.

A retinopatia diabética pode manter-se durante muito tempo sem sintomas enquanto as lesões se instalam. Um bom controlo da diabetes e um exame regular do fundo do olho permitem detetá-la cedo e tratá-la antes da diminuição da visão.

Esquema pedagógico — Dr Moïse Tourabaly, oftalmologista. Com fins informativos, não substitui um exame.